Quem somos

A cidade de Lisboa, apesar de possuir uma forte identidade social e cultural, caracteriza-se pela existência de um elevado número de pessoas idosas, sendo considerada mais envelhecida do que a AML e o Continente, segundo o Diagnóstico Social de Lisboa (2015-2016).

O envelhecimento é um dos problemas cruciais do século XXI. As últimas décadas do século passado registaram um aumento ininterrupto do número de pessoas idosas que transformou as sociedades mais desenvolvidas em sociedades envelhecidas. O cenário demográfico acentua ainda mais este envelhecimento, medido correntemente pelo rácio entre idosos (65+) e jovens (até 15 anos). A conjugação da queda da fecundidade com o aumento da esperança média de vida, bem como a fortíssima emigração das décadas de 1960 e 1970, estão na base da importância absoluta e relativa que a população com mais de 65 anos tem hoje na sociedade portuguesa. Quanto às projeções demográficas, não se profetizam mudanças do atual padrão demográfico: segundo os dados do EUROSTAT, três em cada dez residentes em Portugal terão 65 ou mais anos em 2050. É esta análise que fomenta a atuação da Associação Menos 60 Mais no combate ao isolamento e à exclusão social da população idosa, considerando as problemáticas da feminização do envelhecimento e do aumento significativo do número de idosos com 80 ou mais de 80 anos, segundo os censos de 2011.

A Menos60Mais é uma associação que abraça as minorias no seu trabalho de âmbito social, que proclama a importância e valorização das pessoas pela cultura, pela conscientização dos mais velhos como portadores de saberes e dos mais novos como portadores de solidariedade. Tod@s ligad@s. Num trabalho que requer sensibilidades diversas do/as mediadores/as que trabalham e promovem as oficinas e outras atividades que procuram responder às necessidades e interesses das pessoas “jovens de cabelos brancos”.

Que importância temos?

Na Europa atravessamos um processo de transição demográfica com forte impacto nas dinâmicas de coesão social. Na II Assembleia Mundial sobre o Envelhecimento [1], a Comissão Europeia (CE) defendeu que o envelhecimento afetará profundamente as estruturas sociais e económicas nas diversas sociedades, pelo que as sociedades deverão garantir, por um lado, o enquadramento adequado de pessoas com uma longevidade cada vez maior e, por outro, a sustentabilidade e a coesão social duma sociedade global cada vez mais envelhecida.

Por isso, promover o Envelhecimento Ativo é uma prioridade e, ao fazê-lo, estamos também a promover a solidariedade e a cooperação entre as gerações, tendo em conta a diversidade e igualdade de género.

Em Portugal, atravessamos também um processo de transição demográfica com forte impacto nas dinâmicas de coesão social, razão pela qual foi fundada, em dezembro de 2013, a Associação de Desenvolvimento Social Menos60Mais [2].


[1] Madrid, 2002.
[2] Relatório de Atividades de Gestão 2017.